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As lições de um técnico de futebol para a gestão de pessoas

Amante de futebol e gestão de pessoas, li o livro de Älex Ferguson com Michael Moritz, “Liderança”. Ferguson foi o maior técnico do Manchester United da Inglaterra. Seu retrospecto tem 38 troféus. Fez seu time uma das maiores marcas e uma dos clubes maiores em receitas do mundo. Disciplina, controle, trabalho em equipe, motivação, são temas que revelam um líder inquestionável.

Ferguson ingressou em 1986 no United e acumulou 5 Copas da Inglaterra, treze Premiers League e duas Ligas dos Campeões. Uma viagem pelo livro chega-se a conceitos necessários a qualquer organização com objetivo de vencer. Ferguson diz: “os jovens sempre conseguem o impossível. Seja em um campo de futebol ou uma empresa, iria querer sempre ouvir as ideias dos jovens mais talentosos”. Parece Jorge Leman falando sobre a atração de talentos em suas empresas. Ou a importância de ouvir que “há uma razão para Deus nos ter dado dois ouvidos, dois olhos e uma boca: é para que possamos ouvir e observar duas vezes mais do que falar”.

“Disciplina” é tratada como algo básico. Sem ela nada caminha. Ferguson cita seus pais e o ambiente altamente disciplinado em sua casa. “Esforço” também merece um capítulo e é interessante sua analise sobre o perfil do jogador que ele sempre procurou: “se possível, filho de trabalhador e com necessidade de conquistar ascensão social”. Ou seja: correr atrás da bola como se ela fosse um prato de comida.

“Preparação” é outro destaque, citando o uso intenso de estatísticas do próprio time, dos concorrentes, e o aspecto mais importante de tudo: o treino. “Se os jogadores levarem a sério e com determinação, coisas boas conhecerão”.

Em “linha de produção”, Ferguson fala da obsessão por prospectar talentos mundo afora. Em seu radar havia jogadores dos mais distantes lugares. Uma rede de olheiros o abastecia.

Em “Trabalho em equipe”, Ferguson cita o segredo de todo time que é o equilíbrio. Nada mais do que a reunião de talentos com capacidades complementares para chegar ao sucesso do Grupo.

Sobre a importância do “elogio”, ele fala que extraiu mais das pessoas elogiando do que criticando; “se deseja motivar as pessoas você tem que reforçar sua autoconfiança”.

“Networking” é um capítulo a aparte, lembrando que os melhores comentários a respeito de jogadores vinham de redes informais. Cita que os ex-jogadores certamente são fontes de inspiração nessa rede de informações.

O perigo da “Acomodação” ocorre quando a Organização colhe uma série de triunfos; Sua visão sobre “Resultados” menciona a importância de planos em longo prazo para atingi-los.

Sobre “Tomada de decisões”, fica claro que algumas personalidades estão no perfil de liderança e outros devem ocupar o segundo lugar no comando. E isso não é uma crítica. Cada uma tem sua importância .

Há um capítulo inteiro sobre “Fracassos”. Como assim, o técnico mais vitorioso do United? Pois é, a velha frase vale outra vez. Atrás de um grande vencedor há uma enorme coleção de fracassos

Ferguson aposentou-se em 2013. Antes, tentou sem sucesso, contratar Pep Guardiola, profissional por qual ele revela sua admiração.

Por fim, Michael Moritz no Epílogo enfatiza que “há um último traço de personalidade comum em todos os líderes”. São competitivos não em relação aos outros, mas a “ideia da própria perfeição”.

 

 

FONTE: Adnews

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